Catorze integrantes de uma torcida organizada do Centro Sportivo Alagoano (CSA) foram proibidos de frequentar qualquer partida do time em Alagoas por dois meses. O grupo é acusado de planejar, coordenar e executar ataques contra torcidas rivais.
A decisão, proferida na última sexta-feira (6), é do Juizado Especial Criminal e do Torcedor da Capital e se baseia em representação da Polícia Civil de Alagoas.
“Os indícios de autoria e materialidade emergem dos elementos informativos constantes na peça de representação, os quais apontam a potencial atuação organizada dos investigados com o propósito de promover tumultos e confrontos físicos em dias de jogos, condutas estas criminalizadas pela Lei Geral do Esporte, inclusive, em sua forma preparatória”, explicou a juíza Luciana Sampaio.
Para o cumprimento da medida, a magistrada determinou que os investigados se apresentem obrigatoriamente à sede do Batalhão da Ronda Ostensiva Tática Motorizada da Polícia Militar de Alagoas (Rotam/PMAL) nos dias e horários de jogos do CSA.
Segundo a juíza, permitir que os acusados frequentem os estádios representa risco real, com grave ameaça à ordem pública e à integridade física de torcedores, agentes de segurança e da coletividade. “Reforça esse entendimento relatório de inteligência que detalha o histórico criminal da maioria dos representados”, destacou.
A proibição começou a valer no último sábado (7) e inclui as partidas do CSA pelo Campeonato Alagoano, Brasileiro, Copa do Brasil e Copa do Nordeste. A Polícia Militar será responsável pela fiscalização e pelo cumprimento das medidas.




